28 abril, 2011

Presidente Genn recebe lista sextupla da OAB/PE


O presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, desembargador André Genn, recebeu na terça-feira (26/04/2011), dirigentes da OAB-PE: o presidente, Henrique Mariano; o secretário-geral, Pelópidas Soares Neto; o secretário-geral adjunto, Leonardo Coelho; o diretor-tesoureiro, Hebron Cruz de Oliveira; o presidente da comissão eleitoral para escolha do representante do Quinto Constitucional, Daniel Araújo, e o membro da respectiva comissão, Bruno Batista.
O motivo da visita foi a entrega da lista sêxtupla com o nome dos candidatos que concorrerão à vaga de desembargador do TRT6, pelo dispositivo do Quinto Constitucional. “O processo foi conduzido com lisura e tranquilidade. Isso deixa o Tribunal bem confortável por saber que o processo foi conduzido com toda a segurança”, destacou o presidente do TRT6, desembargador André Genn, ao tratar do processo de escolha dos seis advogados que concorrerão à vaga.
A lista contem os nomes dos advogados eleitos: Inácio Feitosa, Armando Garrido Filho, Ruy Salathiel, Carine Delgado, Marcia Rino e Ricardo Varjal.

Fonte: TRT6

15 abril, 2011

Resultado histórico na OAB/PE


A OAB/PE divulgou, logo em seguida à apuração, resultado histórico nas votações para a escolha da lista sextupla que indicará o próximo advogado pelo Quinto Constitucional para uma vaga de desembargador no Tribunal Reginal do Trabalho da 6ª Região. O advogado INÁCIO FEITOSA bateu o recorde de votos sendo o advogado mais votado no estado de Pernambuco. Conheça a lista sêxtupla de candidatos ao cargo de desembargador do TRT-6 eleitos no dia 14.04.2011 por escolha direta dos advogados:

NOME NÚMERO DE VOTOS

INÁCIO FEITOSA 1160
ARMANDO GARRIDO FILHO 1016
RUY SALATHIIEL 977
CARINE DELGADO 877
MÁRCIA RINO 747
RICARDO VARJAL 703


Fonte: OAB/PE

13 abril, 2011

Advogados vão às urnas escolher candidatos ao Quinto Constitucional do TRT-6


A OAB-PE realiza na próxima quinta-feira, dia 14 de abril, das 9h às 17h, as eleições diretas para a escolha da lista sêxtupla de candidatos ao cargo de desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6) pelo dispositivo do Quinto Constitucional. Pela primeira vez, no âmbito da Justiça Trabalhista, os seis advogados que vão compor a lista serão escolhidos pelo voto dos advogados. “É importante que todos os advogados pernambucanos estejam conscientes do quanto é fundamental comparecer às urnas e votar nos seis candidatos. O Quinto Constitucional é um direito nosso, mas que a participação da advocacia nesse processo só faz fortalecê-lo. Todos devem participar e não só aqueles que militam na área trabalhista”, ressalta o presidente da OAB-PE, Henrique Mariano.


Em artigo publicado no início do ano na imprensa pernambucana, o presidente explicou o porquê de a OAB-PE ter instaurado o processo de consulta direta aos advogados também para as eleições do TRT-6 (leia aqui). A votação acontecerá de forma totalmente eletrônica através de urnas disponibilizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE). No Recife, a votação será feita no Clube Internacional do Recife – na Rua Benfica, 505 – Madalena. No interior, as eleições acontecem nas sedes das Subseccionais. “Com o processo totalmente eletrônico, garantimos não só mais agilidade na votação, uma vez que serão escolhidos seis nomes, como também mais segurança na apuração”, ressalta o presidente Henrique Mariano. Nos locais de votação, serão afixados banners e cartazes com o nome, foto e número de cada candidato para que também não haja qualquer problema.


Antes das eleições, porém, a OAB-PE realizou uma série de debates com os candidatos inscritos. Na segunda-feira, o evento aconteceu em Petrolina; na terça, no Recife e, na quarta, em Caruaru. Em todos eles, os 17 candidatos compareceram para serem ouvidos pelos advogados. “Tivemos uma participação de uma parcela significativa da advocacia que percebeu a importância do momento. E todos os candidatos, mesmo sendo muitos, tiveram a oportunidade de se apresentar e mostrar suas idéias para aqueles que vão decidir que vai compor a lista sêxtupla”, ressalta o presidente da Comissão Eleitoral do Quinto Constitucional e conselheiro da OAB-PE, Daniel Araújo. No site da OAB-PE, é possível conhecer o perfil dos candidatos com foto, nome e número para ser votado.

Fonte: OAB/PE

29 março, 2011

JOSÉ ALENCAR X LULA


Em que pese o luto pelo qual a morte do ex-vice-presidente José Alencar proporcionou à nação brasileira ontem (29/3/2011), não se pode deixar de observar as impressões de incoerência que o também ex-presidente Lula deixaram transparecer do além-mar. A primeira impressão é que Lula anda de carona com Dilma (será que pode?) apesar de agendas distintas, indo e vindo no mesmo avião (o aeroLula). Ainda, apesar da (in)contestável perda que Lula sofreu ou pelo menos o que se viu por seu esforçado sofrimento em prol do “irmão” político, ele não se debandou imediatamente para o Brasil a fim de apoiar a família brasileira, mas permaneceu em Portugal para receber seu título de Doutor Honoris Causa. Desculpem a impropriedade da minha memória, mas não era ele que tinha o discurso para os pobres que afirmava que titulo de doutor não vale pra nada? Quantos serão os que ele vai colecionar? E onde ele vai pendurar isso tudo, logo ele que em seu governo arrochou por meio de sua política educacional a quantidade de vagas para as pós-graduações daqueles que tem se matado de estudar e não conseguem sequer fazer uma seleção para tentar ingressar num mestrado ou doutorado regulares! Desculpem, mas quem sabe a dor do luto e a da facada que o Leão deu no meu bolso e dignidade não me permitam ser um pouco mais comedido e paralisado como nossos parlamentares que em profundo sinal de agravo decidiram adiar todas as votações para a próxima semana às nossas custas. Bom, pelo menos essa falta de freio na boca, aprendi com Alencar. Que Deus o tenha.

21 março, 2011

John Dewey, a prática como foco na educação e no pragmatismo filosófico.

O filósofo norte-americano John Dewey defendia a democracia e a liberdade de pensamento como instrumentos para a maturação emocional e intelectual das crianças.


Biografia

John Dewey nasceu em 1859 em Burlington, uma pequena cidade agrícola do estado norte-americano de Vermont. Na escola, teve uma educação desinteressante e desestimulante, o que foi compensado pela formação que recebeu em casa. Ainda criança, via sua mãe confiar aos filhos pequenas tarefas para despertar o senso de responsabilidade. Foi professor secundário por três anos antes de cursar a Universidade Johns Hopkins, em Baltimore. Estudou artes e filosofia e tornou-se professor da Universidade de Minnesota. Escreveu sobre filosofia e educação, além de arte, religião, moral, teoria do conhecimento, psicologia e política. Seu interesse por pedagogia nasceu da observação de que a escola de seu tempo continuava, em grande parte, orientada por valores tradicionais, e não havia incorporado as descobertas da psicologia, nem acompanhara os avanços políticos e sociais. Fiel à causa democrática, participou de vários movimentos sociais. Criou uma universidade-exílio para acolher estudantes perseguidos em países de regime totalitário. Morreu em 1952, aos 93 anos.

A defesa irrestrita do experimentalismo

Em quase um século, Dewey presenciou muitas transformações. Viu o fim da Guerra Civil Americana, o desenvolvimento tecnológico, a Revolução Russa de 1917, a crise econômica de 1929. Em parte nasceu dessa efervescência mundial sua concepção mutável da realidade e dos valores, além da convicção de que só a inteligência dá ao homem o poder de alterar sua existência. "Idealizar e racionalizar o universo em geral é uma confissão de incapacidade de dominar os cursos das coisas que especificamente nos dizem respeito", escreveu. Essa perspectiva levou Dewey a rejeitar a idéia de leis morais fixas e imutáveis. Como boa parte dos intelectuais de seu tempo, o filósofo norte-americano sofreu forte influência tanto do evolucionismo das ciências naturais quanto do positivismo das ciências humanas. Defendia a utilização, diante dos problemas sociais, dos métodos e atitudes experimentais que foram bem-sucedidos nas ciências naturais. Ele próprio procurou aplicar essa abordagem em relação à investigação filosófica e à didática.

O Pragmatismo de Dewey

Dewey é uma das três figuras centrais do pragmatismo nos Estados Unidos, ao lado de Charles Sanders Peirce (que re-significou o termo após a leitura da antropologia prática de Immanuel Kant), e William James (que o popularizou). Mas Dewey não chamava sua filosofia de pragmática, preferindo o termo "instrumentalismo".
Sua linha filosófica era de influência fortemente Hegeliana e Neo-Hegeliana. Ao contrário de William James, que seguia uma linha positivista inglesa, ele era particularmente empírico e utilitarista. Dewey também não era tão pluralista ou relativista como James. Ele dizia "a natureza é essencialmente saudosa e patética, turbulenta e passional" (in: Experiência e Natureza).
Porém, Dewey afirmava, concordando com James, que a experiência (social, cultural, tecnológica, filosófica) poderia ser usada como juízo de valor da verdade; pois para James a religião poderia ser uma via rica e interessante, demonstrando como verdade algo derivado da convicção religiosa, levando o homem às incertezas do teísmo ou às suas certezas, ateísmo, monismo, etc. (para William James a religião seria boa sempre que ela fizesse com que o indivíduo tivesse "calma", psicologicamente considerando, ao ter acesso cognoscitivo ao dogma religioso afirmando "que seria mais vantajoso ter a crença religiosa e os bons valores defendidos por ela, do que "[…]sofrer o risco da danação eterna […]"); Dewey, também, preconizava que havia um importante papel nas instituições religiosas. Deus era, para ele, uma das formas de manifestação da inteligência humana, com método e investigação – portanto, ciência… Consecutivamente estamos diante de um filósofo que defende a coexistência da filosofia com a religião, de forma racional.
Assim como houve um ressurgimento da filosofia progressiva da educação, as contribuições de Dewey para a filosofia (afinal ele era muito mais filósofo do que pedagogo) também voltaram à baila, a partir dos anos 1970, por pensadores como Richard Rorty, Richard Bernstein e Hans Joas.
Por causa de seu processo de orientação e visão sociologicamente consciente do mundo e do conhecimento, muitas vezes é tido como alternativa válida aos dois modos de pensar: o moderno e o pós-moderno – mesmo sendo-lhes contemporâneo.